Excursões privadas no Porto e arredores
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Douro - Amarante, Régua, Pinhão e Mateus - dia completo
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Programa
O Vale do Douro é fruto dos prodígios da natureza, mas também do esforço e da energia despendida pelo homem na
sua transformação. A vinha que gera as castas do célebre Vinho do Porto é a causa e a razão maior de todo este árduo
trabalho. Séculos de labuta, fadiga e suor humano, desventraram a terra, removeram o xisto maciço, moldaram os muros
e patamares de socalcos para arrimar as videiras, erguendo esta obra colossal, recompensada no século XVIII com o
título de primeira Região Demarcada do mundo.

Amarante é rica de património histórico e cultural. Atravessada pelo rio Tâmega e rodeada de serras, esta bonita cidade
exibe com orgulho as suas casas do século XVII, cujas varandas de madeira colorida enfeitam as ruas estreitas, os
restaurantes com terraços debruçados sobre o rio ou a bela ponte de São Gonçalo, que conduz ao monumental mosteiro
do século XVI com o nome do mesmo santo. Depois, é também imperativo ver o Românico espalhado pelo município
e admirar pórticos, arcos, tímpanos e capitéis com toda a sua ornamentação.
A cidade caracteriza-se pela sua relação com as serras e o rio: este seduz-nos com as suas margens rodeadas de árvores que convidam
aos passeios e desportos aquáticos, mas também as serras se prestam a longas excursões a pé, sobretudo na Primavera, com os variados
e coloridos tons das flores silvestres.
A doçaria, sobretudo a conventual, com origem no Convento de Santa Clara, é também uma das referências de Amarante. A oferta é
variada: papos d'anjo, foguetes, brisas do Tâmega, lérias...

A Régua é a capital da região demarcada que produz o célebre vinho do Porto. Rodeada de vinhas e belas quintas, é de onde partem
barcos para passeios no Douro, para além de ter varias lojas de artesanato, restaurantes, bares e cafés.
Na Régua, vale a pena admirar a Casa do Douro, com os seus vitrais coloridos a retratar a história e a produção do vinho do Porto.
Muitas das quintas tradicionais da região estão abertas aos visitantes e oferecem provas de vinho e visitas às vinhas e aos lagares.
Não longe da Régua, o maravilhoso Miradouro de São Leonardo, em Galafura, proporciona vistas de cortar a respiração do vale do
Douro, dos montes imponentes e das encostas com as famosas vinhas dispostas em socalcos.
No concelho, é possível provar e comprar tanto Porto como óptimos vinhos de mesa, quer na adega cooperativa da Régua quer numa
das várias quintas.

Pinhão é outra base no vale do Douro, onde o vinho do Porto domina a cultura. Há também varias quintas ao redor da cidade que se
podem explorar para encontrar o famoso néctar.
A cidade está na base de ladeiras cobertas de vinhas e espectacularmente constituídas na confluência dos rios Douro e Pinhão.
Pinhão estala de vida no Outono durante a colheita anual da uva, atraindo gente de todas as partes do país.
Popular pela sua pacífica localização na margem do rio e pela paisagem circundante, Pinhão é uma mecca para os amantes do apreciado
vinho.

No município de Vila Real podemos encontrar magníficos monumentos e edifícios antigos de proporções nobres, muitos deles
brasonados. Um destes palácios é a Casa Mateus.
A Casa de Mateus foi edificada durante a primeira metade do século XVIII e é uma edificação barroca de grande beleza e de raro efeito
plástico e arquitectónico. Uma parte da casa encontra-se aberta ao público através de visitas guiadas, apresentando-se como uma
autêntica casa museu. Ao longo da visita percorre-se o salão nobre, a biblioteca e várias salas onde se observam peças de mobiliário e
faiança de incalculável valor. A capela e os jardins são também dignos de visita.
Cabe destacar que é também famoso o vinho Mateus, o mais emblemático dos vinhos rosés em Portugal.
 
 
...As terras da provincia do Douro são habitadas desde tempos bem remotos, talvez mesmo desde as invasões  
romanas e bárbaras. O clima, a riqueza do seu solo e a sua localização privilegiada, para o que o rio Douro
contribuiu e continua a contribuir, atraíram e fixaram os povos. De acordo com os registros históricos, já na
altura do nascimento de Portugal se cultivava o vinho nestas terras. Mas foi a criação da Companhia das Vinhas
do Alto Douro, decretada pelo Marques de Pombal, que despoletou  seu desenvolvimento definitivo, em
meados do século XVIII. O ritmo comercial impulsionou o crescimento econômico e projetou cada vez mais o
nome e a riqueza desta região, que começou a ganhar popularidade e a afirmar-se como um lugar cheio de
potencialidades e de encantos naturais.O vinho esteve desde sempre associado a sua riqueza e levou o seu nome
para fora das nossas fronteiras. O rio, que rasga as montanhas agrestes do Alto Douro e vem repousar, em
beleza, aos pés desta cidade para seguir depois até à  Foz, no Porto, continua a ser um ex-libris e uma riqueza
inigualável. Deste rio, existe também a memória dos barcos rabelos, imaginados e construídos para enfrentar
ameaças de uma natureza imprevisível e levar até Vila Nova de Gaia os tonéis de Vinho do Porto. Hoje em dia,
através deste mesmo rio, chegam à  Régua centenas e centenas de turistas atraídos pelos encantos naturais, pela
tranqüilidade e hospitalidade da Capital do Douro...
 
Amarante
Atravessada pelo rio Tâmega e rodeada de serras, esta bonita cidade exibe com orgulho as suas casas do século XVII,
cujas varandas de madeira colorida enfeitam as ruas estreitas, os restaurantes com terraços debruçados sobre o rio ou
a bela ponte de São Gonçalo, que conduz ao monumental mosteiro do século XVI com o nome do mesmo santo.
Amarante teve provavelmente a sua origem nos povos primitivos que habitaram a serra da Aboboreira (habitada
desde a Idade da Pedra), embora se desconheça exactamente o nome dos seus fundadores. Contudo, só começou a
adquirir importância e visibilidade após a chegada de São Gonçalo (1187-1259), nascido em Tagilde, Guimarães,
que aqui se fixou depois de peregrinar por Roma e Jerusalém. A este santo se atribui a construção da velha ponte
sobre o Rio Tâmega. Amarante torna-se alvo de peregrinações e a povoação foi crescendo. Já no Século XVI, D.
João III ordena a construção do Mosteiro de São Gonçalo sobre a capela junto à ponte sobre o Rio Tâmega, onde
segundo a tradição São Gonçalo terá vivido e foi sepultado.

Régua
As origens da sua povoação remontam ao tempo do domínio Romano. A Régua de hoje é uma cidade moderna que
conheceu a condição de concelho após a época pombalina e da criação, na Régua, da companhia Geral dos Vinhos do
Alto Douro, pelo Marquês de Pombal em 1756.
Portugal tinha criado no Douro a primeira região demarcada de vinho do Mundo. A partir daí a Régua passou a ser o
centro do Douro. O local onde chegavam e o local onde tudo partia.
Começava a grande odisseia dos Vinhos e a consequente fixação de gentes e populações. A história e o Vinho legaram-lhe assim a sua
condição natural de capital da região duriense. Tal como no passado a vindima é a verdadeira festa de toda uma Região, a "eucaristia"
de um povo que labuta um ano inteiro, de sol a sol, para ver dar-se o mistério da transformação do suor, sangue e lágrimas de homens
e mulheres, em vinho fino.
Capital da região Demarcada, Peso da Régua é um paraíso histórico de inegável Valor, mergulhada num dos mais belos rios de Portugal,
rodeado de por montes cobertos de vinha que parecem uma escadaria de gigantes.

Pinhão
Pinhão, situada na margem direita do Rio Douro era onde antigamente se armazenava tudo o que se destinava ao embarque ou
desembarque nos barcos rabelos, no Rio Douro. Mais tarde, essa estrada foi apelidada de “Estrada Real”. As margens do Douro
cobriram-se de vinha que viriam a originar o fantástico vinho do Porto. O Pinhão tornava-se no inicio do século XX num importante
entreposto de Vinhos Finos que escoava o produto até Gaia pelos barcos rabelos. Pinhao é hoje dominado pelas varias caves de
vinho de porto e onde há uma variedade de quintas onde podemos provar os vinhos locais. Pinhao é um excelente ponto de partida
para explorar uma das mais famosas regiões vinícolas no mundo.

Mateus
Construído no século XVIII, o Palácio de Mateus, em Vila Real, ergue-se por entre jardins, tanques e árvores centenários... Por fora,
envolve o solar o Parque Natural do Alvão e o Santuário Romano de Panóias. Por dentro, permanecem intactas as memórias barrocas,
um espólio distinto que arrebata os sentidos de quem ali chega.
Vinho de Mateus é um rosé doce e gaseificado produzido em Portugal. A marca foi criada em 1942 e a produção começou no final da
Segunda Guerra Mundial. O vinho foi especialmente criado para atrair mercados europeus e norte-americano. A produção cresceu
rapidamente nos anos cinqüenta e sessenta e no final de 1980, completou por uma versão branca, considerada como um dos expoentes
das exportações de vinho de mesa.
 
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