Tomamos a auto-estrada em direcção ao sul, pela província do Alentejo, com as suas planícies sem fim, sobreiros, oliveiras, vinhas, campos de trigo e muito espaço deixado para a natureza. Entramos depois no Algarve onde as cores da montanha e do mar estão sempre presentes, dando a impressão de uma aguarela ponteada com toques de luz dourados, verdes e azuis.
Silves será a nossa primeira paragem. O poderoso encarnado escuro do castelo impõe-se sobre a cidade e o campo circundante. A interacção da pedra e luz na arquitectura gótica. Vestígios da presença moura na historia da cidade. Ruas de casas brancas que reflectem o sol e o azul do céu. Silves conserva muito do antigo nas ruas da velha Almedina, que ainda se apresentam como eram na época medieval. O bairro judeu estava situado entre a Rua das Portas de Loulé e o que é hoje o bairro municipal. Aqui encontramos o maior castelo do Algarve e o monumento militar mais bonito do período islâmico em Portugal. Do castelo há vistas espectaculares da cidade e do campo circundante. A antiga catedral do século XIII foi construída na pedra arenosa encarniçada fina da região. Em Silves encontramos o artesanato da próxima Porches, conhecida pela sua cerâmica artística, que tenta preservar antigos modelos ibéricos e mouros.
Portimão, com as suas ruas estreitas dos antigos bairros de pescadores e comerciantes, antigos de muitos séculos. Uma intensidade de atmosfera portuária impregna o local de numerosos restaurantes, pequenos negócios de família, onde nos podemos comprazer do excelente peixe fresco.
Depois vem Lagos. A sua fama deriva da associação á época dos Descobrimentos Portugueses nos séculos XIV e XV e oferece um equilíbrio de encanto e de historia da cultura portuguesa. As praias ao redor de Lagos são algo do mais bonito do Algarve. Contudo, é o promontório nomeado Ponta da Piedade e abrigando a baía de Lagos o mais admirado pelos visitantes, com as suas grutas rochosas e maravilhosas aguas transparentes. O castelo do governador é uma construção árabe e foi possivelmente uma fortaleza. As antigas muralhas permanecem. Uma moderna e bem equipada marina domina a costa em frente ao mar e a cidade coloca-se agora firmemente como centro turístico mundial. Há um arsenal delicioso de fabulosos pratos a experimentar e ao visitar Lagos não falte ao peixe fresco!
Prosseguimos a Sagres, para visitar a velha fortaleza da escola portuguesa de navegação que trouxe “novos mundos ao mundo”. Pode ser uma sensação de grande transcendência a de sentar-se em qualquer lugar ao largo das alturas na falésia e ponderar sobre as extraordinárias aventuras que por aqui passaram. Sagres e o cabo de São Vicente estão numa meseta rochosa que termina abruptamente na costa para formar arribas escarpadas de até 150m de altura e é um dos lugares mais cénicos de Portugal.
O cabo de São Vicente é o ponto mais sudoeste da Europa e conhecido como o ‘Fim do Mundo’. Em épocas antigas, este local era considerado um ponto sagrado – cerimonias religiosas eram aqui mantidas e dizem que foi habitado por deuses. O cabo é um sitio de exuberante vida marinha e de uma alta concentração de pássaros que vivem nas rochas, tais como a águia Bonelli, falcões, tordos, pombos, cegonhas e garças.
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